Câncer de Pele

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Dentre todos os tipos de câncer existentes, o câncer de pele é o mais frequente em nosso país. No entanto, quando diagnosticado em sua fase inicial é 100% curável. Mas quando suspeitar?

 

A maioria dos casos de câncer de pele ocorre em indivíduos de pele clara e acima dos 35 anos de idade. Principalmente com relatos de exposição solar frequente ou esporádica, em especial quando esta exposição resulta em queimaduras ou bolhas.

 

O câncer de pele pode surgir de forma evolutiva, sendo que as lesões pré-cancerosas ocorrem, em geral, em áreas expostas da pele. Por isso, são denominadas queratose actínica. Estas lesões caracterizam-se como placas descamativas que, às vezes, apresentam sangramento a pequenos traumas.

 

Além disso, existem três tipos de câncer de pele que são considerados os mais frequentes: o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma. Este último é o mais agressivo, pois pode apresentar disseminação das células tumorais para outros órgãos além da pele, o que é chamado de metástase. O melanoma é caracterizado clinicamente por uma mancha na pele de tonalidade escura, que pode ou não ter surgido a partir de uma pinta (nevo) pré-existente.

Veja também:

 

Nesse sentido, uma regra adotada internacionalmente para o melanoma é a regra do ABCDE, que nos sugere uma suspeita da doença:

 

  • A – Assimetria: a lesão apresenta um lado diferente do outro;
  • B – Borda irregular: o contorno da lesão é mal definido, com saliências e reentrâncias
  • C – Cor: ocorre uma mistura de cores na mesma lesão, variando do castanho claro até uma tonalidade enegrecida;
  • D – Diâmetro: em geral ultrapassam o diâmetro de 6 mm;
  • E – Evolução: são as mudanças do aspecto da lesão, observadas quanto suas características clínicas.

 

Então, como diagnosticar? Para o diagnóstico do câncer de pele, temos como uma importante ferramenta a dermatoscopia, pois faz parte do exame complementar não invasivo da consulta dermatológica. Além disso, é constituída por uma fonte de luz com lentes que aumentam o tamanho da lesão, para visualização mais minuciosa.

Quais cuidados quanto à prevenção do câncer de pele?

 

  • Cuidado com o sol: evite a exposição no período mais quente do dia, das 10h às 16h. Além disso, o uso de chapéus, roupas com FPS nos tecidos, guarda-sol na praia e óculos escuros com proteção UV são importantes.
  • Utilize protetor solar o ano todo: a pele precisa de proteção nas outras estações do ano também. Por isso, o produto deve ser aplicado ainda em casa e reaplicado ao longo do dia a cada duas horas, sobretudo se houver muita transpiração ou exposição solar prolongada. É necessário aplicar uma boa quantidade do produto, equivalente a uma colher de chá rasa para o rosto e três colheres de sopa para o corpo. Deve ser feito de forma uniforme, de modo a não deixar nenhuma área desprotegida. Sem dúvida, o filtro solar deve ser usado todos os dias, ainda que o tempo esteja frio ou nublado, pois a radiação UV atravessa as nuvens. Usar sempre protetor solar com fator de proteção solar (FPS) 30 ou maior.
  • Autoexame da pele: procure por pintas, sinais ou manchas que mudaram de cor, forma ou tamanho. Assim como lesões que não cicatrizam com facilidade. Além disso, é importante consultar um dermatologista, pelo menos, uma vez ao ano para ser examinado e realizar a dermatoscopia das lesões;
  • Bronzeamento artificial e saúde: uma Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada em dezembro de 2009, proibiu a prática de bronzeamento artificial por motivações estéticas no Brasil. Isso porque as câmaras de bronzeamento artificial trazem riscos comprovados à saúde. Então, em 2009, foram consideradas como agentes cancerígenos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), no mesmo patamar do cigarro e do sol. Portanto, a prática de bronzeamento artificial antes dos 35 anos aumenta em 75% o risco de câncer da pele, além de acelerar o envelhecimento precoce e provocar outras dermatoses.
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