Turbinectomia

Chamamos de turbinectomia a cirurgia realizada para diminuição dos cornetos nasais.

 

Os cornetos nasais são estruturas presentes dentro das fossas nasais, em sua parede lateral. Extremamente vascularizadas, são responsáveis pelo aquecimento e umidificação do ar que respiramos. Apresentam-se em número de três e, pela sua disposição na parede lateral do nariz, são denominados corneto inferior, médio e superior. Estão separados entre si por espaços chamados de meatos.

 

Processos inflamatórios crônicos da mucosa podem gerar um aumento expressivo do volume destes cornetos. Quando estes cornetos estão com seu volume aumentado de forma crônica, e este aumento leve a um quadro de obstrução nasal constante, pode ser necessária a intervenção cirúrgica ou turbinectomia.

 

Em alguns casos, uma obstrução nasal severa pode também evoluir e potencializar quadros de ronco e apneia.

 

A turbinectomia consiste na remoção parcial desta estrutura visando reestabelecer a permeabilidade da fossa nasal. Na maioria das vezes, o procedimento é realizado no corneto inferior associado a septoplastia e a rinoseptoplastia.

 

A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar sob anestesia geral. O uso de endoscópios e câmeras nos dias de hoje, associados a novas técnicas com aplicação de cauterização ou radiofrequência, permite que não seja mais necessária a utilização de tampões nasais no pós-operatório, com uma recuperação mais confortável para o paciente. Normalmente, a cirurgia requer curto período de internação, assim um paciente que realiza o procedimento no período da manhã pode ter alta no mesmo dia.

 

O pós-operatório da turbinectomia requer repouso, sobretudo nos primeiros dias, e a realização de uma dieta leve e fria bem como cuidados na higienização nasal visando uma breve recuperação. Recomenda-se evitar o uso de AAS e similares, além de anti-inflamatórios não hormonais pelo risco de sangramento.

 

Eventuais quadros de sangramento mais intenso, dor persistente e alterações no olfato devem ser comunicados ao seu médico.

 

Normalmente em 7 a 10 dias o paciente já está retomando as suas atividades normais. O retorno a atividades físicas mais intensas ocorre em 3 semanas

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