Rinite

Recebe o nome de rinite qualquer processo inflamatório da mucosa nasal que resulta em sintomas como obstrução nasal, secreção e prurido.

 

As rinites podem ser classificadas de acordo com o fator causal. Assim, os tipos mais frequentes são:

 

Rinite alérgica

 

Trata-se de quadro inflamatório da mucosa nasal desencadeado por uma resposta exagerada do organismo quando em contato com partículas estranhas a ele, os chamados fatores alérgicos. Entre eles, o fator mais importante é o ácaro, um micro-organismo com menos de 1 milímetro de tamanho presente no ambiente doméstico.

 

O diagnóstico é feito através da história do paciente e seu histórico familiar, pois a rinite apresenta um componente hereditário importante. Sua associação a outros quadros alérgicos respiratórios, como a asma, é bem frequente.

 

O exame clínico com visualização da mucosa nasal, além de exames laboratoriais que permitem identificar quais fatores alérgicos são mais importantes para o paciente, proporcionam o diagnóstico de maneira mais correta.

 

A base do tratamento é a higiene ambiental, ou seja, remover do dia a dia do paciente todos os fatores que possam desencadear piora. Principalmente aqueles que funcionam como depósito de alérgicos como, por exemplo, tapetes, cortinas e outros.

 

Quanto ao tratamento com medicamentos estes podem ser de uso oral ou tópico nasal, além da lavagem nasal com soro.

 

Por vezes, a imunoterapia, tratamento com as chamadas vacinas para alergia, é uma opção que pode ajudar na prevenção de crises recorrentes.

 

Rinite não alérgica

 

Neste grupo encontramos vários subtipos, dentre as quais vamos destacar:

 

Rinite viral

 

Causada por vírus, é aquela que surge durante um resfriado comum evoluindo com obstrução nasal, coriza e crises de espirros. Trata-se de um quadro autolimitando, ou seja, a resolução do quadro depende apenas da resposta do organismo e os medicamentos são usados apenas para controle dos sintomas.

 

Rinite medicamentosa

 

Muitas vezes, o uso crônico de descongestionantes tópicos nasais pode criar dependência dos mesmos.

 

Assim, um paciente que usa de forma constante uma medicação para aliviar sua obstrução nasal pode, através de um efeito rebote, reduzir cada vez mais o tempo de ação do medicamento. Por consequência, leva ao uso cada vez mais frequente do mesmo, gerando diversas complicações.

 

O tratamento consiste em fazer o paciente abandonar o uso constante dos descongestionantes tópicos, além do tratamento da causa da obstrução nasal como por exemplo a correção de um desvio do septo nasal.

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