Labirintite

Labirintite e doenças do labirinto

 

Costuma-se utilizar, de forma leiga, o termo labirintite para qualquer quadro de tontura, mas veremos a seguir que esta definição não é a mais correta.

 

Chamamos de labirinto o conjunto de estruturas que formam o ouvido interno. É responsável, em sua porção posterior, pela sensação de equilíbrio do corpo e, em sua porção anterior, pela audição.

 

Erroneamente, ao relatar quadros de tonturas, podendo ou não estar associados a zumbido e alterações de audição, uma grande maioria das pessoas usa o termo labirintite. No entanto, o termo correto seria labirintopatia, já que labirintite se refere a um quadro de infecção do labirinto, algo muito pouco frequente no dia a dia. Na maioria das vezes, o que encontramos são problemas causados, principalmente, por alterações de fundo metabólico ou vascular.

 

O diagnóstico das alterações do labirinto é feito através da história clínica do paciente que, normalmente, refere crises características com tontura, zumbido, flutuação da audição, presença de dor de cabeça, náuseas e até vômitos.

 

A complementação do diagnóstico é feita com a realização do exame otoneurológico, no qual podemos avaliar o funcionamento do labirinto.

 

A pesquisa de fatores associados, como alterações de glicemia, colesterol, triglicérides, hormônios da tireoide e outros, além da avaliação correta da pressão arterial, são de grande importância para estabelecermos não só a causa, mas também os cuidados necessários para o controle do quadro.

 

Por vezes, a realização de exames de imagens como, por exemplo, tomografia computadorizadas e ressonância magnética, são necessários na investigação de outras possíveis causas, como tumores do nervo labiríntico e cerebrais.

 

O tratamento medicamentoso visa o controle dos sintomas, sobretudo nas crises. As principais drogas usadas são:

  • Medicamentos com ação vaso dilatadora: melhoram a circulação sanguínea no labirinto;
  • Medicamentos com ação supressora sobre o labirinto: diminuem os sintomas ao diminuir a sensibilidade do labirinto.

 

Além destes, por vezes, podemos fazer uso também de anticonvulsivante, antidepressivos e medicamentos para controle de náuseas e vômitos.

 

Melhorar os hábitos de vida e alimentares são fundamentais para uma boa evolução e controle da doença. A cafeína, o excesso de açúcar, o uso abusivo de álcool, o tabagismo, o estresse e a ansiedade tem uma importância muito grande na evolução destes quadros. Por isso, mantê-los controle é muito importante.

 

Acredita-se ser difícil falar em cura definitiva de problemas do labirinto, mas com a terapia e os cuidados adequados podemos permitir que o paciente tenha excelentes resultados.

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