Envelhecimento Facial: como ocorre? - Audioderma
 

Envelhecimento Facial: como ocorre?

A pele, o mais órgão do corpo humano, também apresenta sinais de envelhecimento. Esses sinais são mais evidentes devido a sua característica de ser a primeira barreira de contato com o ambiente externo. O envelhecimento facial pode ser dividido em envelhecimento intrínseco e extrínseco.

 

O primeiro representa o que é comum aos outros órgãos e é  o envelhecimento proveniente da idade. É um envelhecimento  mais suave lento e gradual. Já o envelhecimento extrínseco é mais intenso e ocorre devido aos danos causados a radiação ultravioleta, meio ambiente, stress, hoje também conhecido como os expossomas. É mais agressivo à superfície da pele, sendo o responsável por modificações como: rugas, engrossamento, manchas e próprio câncer de pele.

 

Nesse tipo de envelhecimento a pele apresenta características diferentes em áreas expostas e não expostas. Além disso, o sol passa o fator número um no foto envelhecimento, tornando-se mais agressivo e importante que o fumo, a poluição, as drogas, doenças, etc.

 

O envelhecimento facial está relacionado com o aumento da flacidez de face e pescoço. Com o passar do tempo ocorre a diminuição da formação de colágeno assim como o desgaste das fibras já existentes. A elasticidade também diminui, pois há destruição das fibras elásticas principalmente pelos danos acumulativos do sol. No rosto e região do queixo e pescoço aumenta também a flacidez devido à falta de sustentação. O músculo platisma que se insere na região da mandíbula contribui para puxar a pele para baixo e aumentar ainda mais essa flacidez.

 

Portanto, no nosso processo de envelhecimento facial, existem três fatores que contribuem para o envelhecimento da face:

  1. Perda de massa e força muscular
  2. Perda de gordura
  3. Perda de osso

 

Quais cuidados diários com nossa pele?

 

Higiene

 

A higiene da pele em geral é de extrema importância, para mante-la limpa dos poluentes em geral e também para a remoção de agentes infectantes que possam se acumular no dia a dia. Para a pele do rosto também a higiene é muito importante, sendo recomendada sua limpeza duas vezes ao dia, de manhã e à noite, para evitar o acúmulo de oleosidade e resíduos de maquiagem e outros produtos, poluentes e poeira. O acúmulo de sujeira na pele do rosto leva à oclusão dos poros, e favorece o aparecimento de cravos e espinhas, além de contribuir para o envelhecimento precoce.

 

É recomendável usar sabonete adequado para cada tipo de pele, preferencialmente, líquido. Para peles oleosas a mistas, o ideal é optar por sabonetes à base de ingredientes adstringentes que favorecem a remoção das impurezas e a desobstrução dos poros. No caso das peles secas e normais, o ideal são os sabonetes líquidos com PH neutro, e complementação do processo com loção ou leite (creme) de limpeza.

 

Os tônicos ajudam a remover os traços de óleo, sujeira e maquiagem que o sabonete pode ter deixado durante a limpeza. Se quiser, pode usá-lo para retirar a maquiagem também.

 

Hidratação

 

Uma boa hidratação auxilia na manutenção do viço e da beleza da pele, além de manter a integridade da camada de proteção cutânea e evitar problemas como descamação, ressecamento, envelhecimento precoce, irritações e infecções.

 

Assim, diariamente, é preciso usar hidratantes adequados a cada tipo de pele e específicos para o rosto e o corpo. É bom lembrar que as peles oleosas também precisam de hidratação. Nesse caso, recomenda-se usar um produto oil free, à base de água e que não aumenta a oleosidade.

 

Uma boa hidratação deve ser feita por dentro e por fora. Por isso, além do uso de produtos específicos, recomenda-se a ingestão diária de, no mínimo, dois litros de água. Veja outras medidas que ajudam a manter a pele bem hidratada:

  • Evitar exposição excessiva ao sol.
  • Manter uma dieta rica em frutas e verduras, que contenham muitas fibras.
  • Evitar o uso excessivo de sabonetes, buchas, banhos muito quentes e prolongados, principalmente no inverno.
  • Evitar realizar esfoliações excessivas na pele.

 

Proteção Solar

 

A exposição à radiação ultravioleta (UV) tem efeito acumulativo e os raios solares penetram profundamente na pele, podendo provocar diversas alterações, como o surgimento de pintas, sardas, manchas, rugas e outros problemas como o cancer de pele.

 

Na verdade, a maioria dos cânceres da pele está relacionada à exposição ao sol, por isso todo cuidado é pouco. Ao sair ao ar livre, procurar ficar na sombra, principalmente no horário entre as 10 e 16 horas, quando a radiação UVB é mais intensa. Usar sempre protetor solar com fator de proteção solar (FPS) 30 ou maior. Cobrir as áreas expostas com roupas apropriadas, como uma camisa de manga comprida, calças e um chapéu de abas largas. Óculos escuros também complementam as estratégias de proteção.

 

Radiação UVA e UVB

 

Um fotoprotetor eficiente deve oferecer boa proteção contra a radiação UVA e UVB. A radiação UVA tem comprimento de onda mais longo e sua intensidade pouco varia ao longo do dia. Ela penetra profundamente na pele, e é a principal responsável pelo fotoenvelhecimento e pelo câncer da pele. Já a radiação UVB tem comprimento de onda mais curto e é mais intensa entre as 10 e 16 horas, sendo a principal responsável pelas queimaduras solares e pela vermelhidão na pele.

 

Um fotoprotetor com fator de proteção solar (FPS) 2 até 15 possui baixa proteção contra a radiação UVB; o FPS 30 oferece média proteção contra UVB, enquanto os protetores com FPS 30-50 oferecem alta proteção UVB, e o FPS maior que 50, altíssima proteção UVB. Pessoas de pele clara, que se queima sempre e nunca se bronzeiam, geralmente aqueles com cabelos ruivos ou loiros e olhos claros, devem usar protetores solares com FPS 30, no mínimo.

 

Já em relação aos raios UVA, não há consenso quanto à metodologia do fator de proteção. Ele pode ser mensurado em estrelas, de 0 a 4, onde 0 é nenhuma proteção e 4 é altíssima proteção UVA, ou em números: < 2, não há proteção UVA; 2-4 baixa proteção; 4-8 média proteção, 8-12 alta proteção e > 12 altíssima proteção UVA. O ideal é procurar por esta classificação ou pelo valor de PPD nos rótulos dos produtos.

 

Como escolher um fotoprotetor?

 

Em primeiro lugar, devemos verificar o FPS, qual a proteção em relação aos raios UVA (PPD), e também se o produto é resistente ou não à água. A nova legislação de filtros solares exige que tudo que o produto anunciar no rótulo, deve ter testes comprobatórios. Outra mudança é que o valor do PPD, que mede a proteção UVA, deve ser sempre, no mínimo metade do valor do FPS. Isso porque se sabe que os raios UVA também contribuem para o risco de câncer da pele.

 

O “veículo” do produto – gel, creme, loção, spray, bastão – também deve ser considerado, pois isso ajuda na prevenção de acne e oleosidade, comuns quando se usa produtos inadequados para cada tipo de pele. Pacientes com tendência à acne devem optar por produtos livres de óleo ou gel creme. Já aqueles pacientes que fazem muita atividade física e que suam bastante, devem evitar os géis, que saem facilmente.

 

 

Como aplicar o fotoprotetor?

 

O produto deve ser aplicado ainda em casa, e reaplicado ao longo do dia a cada duas horas, se houver muita transpiração ou exposição solar prolongada. É necessário aplicar uma boa quantidade do produto, equivalente a uma colher de chá rasa para o rosto e três colheres de sopa para o corpo, uniformemente, de modo a não deixar nenhuma área desprotegida. O filtro solar deve ser usado todos os dias, mesmo quando o tempo estiver frio ou nublado, pois a radiação UV atravessa as nuvens.

 

É importante lembrar que usar apenas filtro solar não basta. É preciso complementar as estratégias de fotoproteção com outros mecanismos, como roupas, chapéus e óculos apropriados. Também é importante consultar um dermatologista regularmente para uma avaliação cuidadosa da pele e indicação de produtos mais adequados.

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